sábado, 13 de abril de 2013

POEMAS DO DESESPERO - ESPERANDO O NADA




Desenganado, já velava,
Que só eu viria a sobrar.
Meu rosto, não se alegrava, 
Dolência, dó no olhar.

E espero, sem nada esperar,
Que a espera não será vasta.
Pela hora que irá chegar,
Ao findar a vida, já gasta.

E morto vivo, aguardando,
A morte me reclamará.
E vivo morto, chorando,
Ninguém, por mim, chorará.

E tudo estará acabado
O círculo será fechado.
E no tempo que nascerá,
Ninguém, de nós, saberá.


Mas em cada dia que brota,
Há um novo amanhecer.
Vou seguindo a minha rota,
Até que nasça o anoitecer.

E prosseguirei, consciente,
As metas que desconheço.
Se só me resta o presente,
É nele que me reconheço.

E me questiono, espantado,
No que vejo à minha volta.
Estará certo, estará errado?
E cresce, em mim, a revolta.

E vivendo, não me vendo,
E sabendo da escravidão.
De raiva vou escrevendo,
Poemas da desesperação.


Dedicado a todos os vermes ( políticos, magistrados, fazedores de opinião, jornalistas vendidos, financeiros e agiotas e todos os micróbios que vos bajulam). Vocês serão comidos pelos vermes, ou seja, por vós próprios. Sereis canibais. De vós mesmos. Façam um favor à humanidade. Nela, vós não cabeis. Porque sois vermes. Suicidem-se como já o fizeram outros vermes que, em outros países, levaram o seu povo à ruína. ENFORQUEM-SE, FILHOS DA PUTA. Aí mesmo. No parlamento, nos tribunais, nas autarquias, nas televisões. Está ha hora de serem devorados pelos vermes. Por vós mesmos. RENOVO O APELO A TODOS OS VERMES. ENFORQUEM-SE!!!! JÁ. HOJE.