quinta-feira, 24 de julho de 2014

POESIA DO DESESPERO - A DEGOLA DOS INOCENTES



No beco do desespero
A fé, de mim, desistiu
Expirado, nada espero
O meu crer não resistiu.

Consumido por mil partidas
Já aguardo o campo santo
Abdiquei em lutas perdidas
Jazerei em qualquer canto.

Não foi por ordem do destino
Que minha crença se gastou
Foram os sonhos de menino
Que nenhuma tela pintou.

Foi ainda pelo destempero
De não me bastar o que sou
Que alimentou o desespero
Em que minha alma tombou.

Que por se não ver acomodada
Na estação, a si, concedida
Silenciou, ao não ver escutada
A raiva que, em si, é jazida.  (*)

Porque assombrada pela cupidez
Dos que a Lusa Pátria ataram                                 
Porque aniquilada pela pequenez
Dos cativos que a sujeitaram
                                            
Que sabedores que suas crianças
Serão pasto dos opressores
Dormem ébrios, em temperanças
Não expulsando os agressores 

São meninas, minhas lágrimas
Dos meus olhos vão pulando
Fugindo, com minhas lástimas
Do meu rosto vão escapando

Porque temerosas do terror
Que nele levantou mercado
Não querem acrescentar dor         
À dor que o já tem marcado

Saltam lestas, como dardos
Nem na minha face tocando
Finam-se, algumas, em fados
Que os cativos vão cantando

Mas outras, de tão cansadas
De impotência e desencanto
Juntam-se a outras tomadas
De incerteza, temor e espanto

Juntam-se às lágrimas de choros
Das crianças que ao crescerem
Vêm que histórias de tesouros
São trigais de sonhos a arderem

Incendiados pela malfeitoria
Que, ainda no berço, as escolhe
Como clientes para a mercadoria
A droga que desembarca no molhe

Lusas crianças de Pátria arredia
Já de um futuro arredadas
Será que sabeis da nazi perfídia
Das meninas exterminadas?

Noivas vítimas da escravidão
Dos nazismos dissimulados
Estejam atentas à sofreguidão
Dos governantes desgovernados

Reparem nos efeitos atrozes
Dos que à vossa volta ululam
Filhotes viciados dos algozes
Que outros algozes bajulam

Lobos esfomeados de vidas
Que, em alcateia, ao anoitecer
Sugam vidas desprevenidas
Lágrimas de pais, ao alvorecer

Amarga criança, lágrima minha
Vencida gota de amor perdido
Que no colo de Deus se aninha
Pulando de meu rosto oprimido


(*) Filão


























É. Os filhotes viciados dos carrascos da pátria vão arrastando para o vício e para a morte, os filhos daqueles que trabalham e lhes pagam as mordomias, através dos impostos.Assim sucede nas praxes, nas discotecas, nas estradas, etc. Numa madrugada qualquer, os pais são acordados para irem à morgue reconhecer o cadáver dos seus filhos. Os carrascos, amparados numa justiça igualmente viciada, defendem--se argumentando que são acidentes. Escapam os que emigram. São só roubados quando regressam.



A juíza tem um taxímetro entre as pernas. Por cada minuto de prazer proporcionado pelo seu namorado, um corrupto será absolvido e um inocente pagará. O que nos vale é que o namorado, mesmo em manobras com a bela juíza, sofre de problemas de erecção porque só pensa nos detalhes do próximo golpe.















sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

POESIA DO DESESPERO - MENINOS E MENINAS, POR PORTUGAL.




Que as águas do mar se ateiem
Que renasça o Adamastor
Que paraísos se incendeiem
Pois reinam infernos de dor.

E as aves que ainda sobejam
Nos céus de Portugal
Que migrem, que se protejam
Entoando um cântico final.

Por minha Pátria pranteiem
Se lágrimas ainda valer
Que batam asas, serpenteiem
Em formas de estarrecer.

Porque condenada a criança
A chorar em vez de sorrir
Porque exaurida de esperança
Nos anos que estão para vir.

Cândidas, se vós chorais
De fome, de raiva e de medo
Alumiem os vossos pais
Que só pensam no degredo.

Lembrai-lhes que são herdeiros
De estirpes que honraram a história
Do tempo em que havia guerreiros
Em batalhas que davam vitória.

De quando havia poetas
Camilo, Pessoa, Camões
E que soavam trombetas
E se escutavam canhões.

Que se armavam caravelas
Revoltas e revoluções
Mas que nas pobres vielas
Se prendiam os ladrões.

Cuidai do vosso destino
Unidas, cantai em pranto
Mobilizem todo o menino
Minado pelo desencanto.

Todos juntos, não sois demais
Montai cerco ao parlamento
Expulsem, de lá, os chacais
Que vos causam sofrimento.

São piratas que vos roubaram
O destino, a fé e o pão
As leis que congeminaram
São a peste da Nação.

Acorda, terás que agir
Menino do meu País
Para que possas sorrir
Nasceste para ser feliz.

Espalha, de boca em boca
Que é a hora da mudança
Expulsa os lobos da toca
Sorrirás, serás criança.

Crianças que sois o encanto
De Deus, o presente mais belo
Defendam o vosso canto
De Pátria, façam castelo.

Empunhem tochas e trabucos
Desinfestem os tribunais
Despejem os juízes caducos
Que chafurdam em lodaçais.

E condenem essa canalha
Antes que vos façam os caixões
Que durmam em cima da palha
Juntinhos a outros ladrões.

Crianças de Portugal
Um futuro tereis merecido
Se, em marcha triunfal
Puserdes em fuga o bandido.

Aos políticos da vossa desgraça
E aos mafiosos magistrados
Persigam-nos, dêem-lhes caça
Demonstrem que são soldados.

Meninos, recrutem meninas
Tomem chicotes e bacamartes
Com a Pátria pejada de minas
Demonstrem que têm tomates.

Expulsem os filhos de puta
Que vos roubaram a esperança
Será dura e árdua a disputa
Honrarás a História, criança.

Mas cuida, entre os senhores
Há pedófilos e traficantes
São bandidos, são malfeitores
Às armas, contra os tratantes.

Partiram, pelo teu pranto
Mas, o passarinho, escutarás
Ele voltará com seu canto
No dia em que triunfarás.










Escutei, há dias, um antigo chefe do Estado a falar em violência para afastar os delinquentes que dominam Portugal. É um facto que o são. Só que, na primeira fila, se encontravam, a aplaudi-lo, os delinquentes do governo anterior. Foram esses bandidos os principais e primeiros delinquentes.




Também escutei, espantado, o líder da oposição afirmar que o País se encontra refém e na mão de interesses sinistros que sugam o sangue da Nação. E falou no BPN e nos 7.000 milhões roubados e que estão a ser pagos pelos pensionistas e reformados. Os ladrões, instalados em todos os patamares do poder, riem. É verdade que pertencem aos partidos do poder. Mas, e os que estão no seu partido? Aqueles que benefeciaram da destruição de escutas e outras provas? Os que assinaram as SWAPS e as PPP? Quando terminará esta destruição de um povo?
Os assassinos actuam pela calada, com a cumplicidade dos "governantes", apoiados pelos criminosos escritórios de advogados. Este tipo de gente actua como os SS. Só que os nazis mostravam o rosto. Quem não sabe que são os caciques distritais, os chefes dos partidos em todos os concelhos e distritos, que capturararam a justiça ( como afirmou o saudoso Saldanha Sanches ), que nomeiam os deputados e o chefe do partido, futuro primeiro ministro? E quem não sabe que 50% dos Portugueses não vota? E dos que votam, a maioria pertence aos partidos ou por eles foram instalados ( mais os seus familiares ). Nem Hitler tinha uma máquina tão bem oleada.


O CRIME PROTEGIDO

SIM. ISTO TAMBÉM SERÁ PARA VOCÊS.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

POEMAS DO DESESPERO - O CANTO DA ALMA ( A SEREIA )




J


Já as trevas me conquistam
Soam já trombetas de morte
Pois meus olhos não avistam
A estrela apontando o norte

Porque que meus olhos, cegados
Não comprovam a luz do dia
Porque foram arrebatados
Pelos olhos de Melancolia                                                       

Foi na praia da Saudade
Areias de Portugal
Que vi a mão da divindade
Errando naquele areal

Mas são versos de desalento
Que, no meu Outono, componho
Descrevem o encantamento
Que nunca vira, ainda que em sonho

Mas também são de Primavera
Levada na lágrima tardia
Furtiva, porque quisera
Não a verter nesse dia

Dia de Estio, resplandecente
Até ao instante da aparição
Que confundiu, prepotente
O ciclo de cada estação

Porque a Primavera, cintilante
Na Lusa costa irrompeu
Amansando o Verão, escaldante
Pois também ele cedeu

Porque a mais bela das sereias
Que, fora do mar, nunca houvera
Alvoroçando as areias
Ateou a mecha da guerra

E até o Sol, estarrecido
Esquecendo a sua missão
Enfraqueceu, derretido
Perante aquela visão

E cometas se desviaram
Da sua órbita ancestral
Enamorados, espreitaram
Entrando em rota letal

E as Galáxias que circulavam
Para lá do alcance das mentes
Ciumentas, se aproximavam
Semeando pânico nas gentes

E os vulcões de outras Eras
Que descansavam, adormecidos
Com a violência de mil feras
Acordaram, enlouquecidos

E desfruindo do desalinho
E falindo a lei da atracção
A Lua elege um caminho
E escapa da escravidão

E ante a ameaça eminente
De derrocada universal
Acorre aquele Continente
Que se julgava irreal

E das profundezas marinhas
Onde há milénios repousava
Dum coro de sereias rainhas
Um cântico, à praia, chegava

Um canto, um choro de dor
Um hino, um lamento profundo
Era impregnado de um amor
Há muito extinto no mundo

E um gigantesco turbilhão
Se giza nas águas do mar
É a Atlântida, em emersão
Ajoelho no solo, a chorar

Fauna e flora estranhas
Uma atmosfera inaudita
Imagens áureas, tamanhas
Um arco-íris que se agita 

Palácios em oricalco
E o templo a Poseidão
Canais e pontes, o palco
Narrado por Platão

E sereias, apenas sereias
Se divisavam no horizonte
Nas torres e nas ameias
Rodeando cada fonte

E do canto que entoavam
Em sedutora harmonia
Uma palavra sublinhavam
Era um nome, " Melancolia "

“Melancolia, Rainha primeira
Do teu engano, desperta
Nossa guia, timoneira
Desse areal, deserta.

Procuras os marinheiros
Que, por ti, se enfeitiçaram
Os intrépidos pioneiros
Que os mares já dominaram.

Dos navegantes e caravelas
Em que se faziam à aventura
Não resta mastro nem velas
Nem tão pouco a sepultura

Nem carracas, nem galeões
Nem Cabral ou o Infante
Nem mosquetes, nem canhões
Nem astrolábio ou quadrante

Já não reina D. João II
Nem a Ínclita Geração
A ética repousa no fundo
Dos mares da depravação

Não verás armadura ou espada
Condestáveis ou almirantes
Não navega qualquer armada
Sem bússola, os governantes

Não mareia barca ou barinel
Mas crapulosos pragmáticos
Sujando os legados de D. Manuel
Dos cartógrafos e matemáticos

A madeira e o cordame das naus
Que levaram Portugal ao Japão
Serviram nas forcas e nos degraus
Das fogueiras da Inquisição

Não verás portulano ou padrão
Duelo, conquista, tomada.
Mas o magistrado poltrão
E a juventude extraviada.

Aí só escutarás lamúria
E gente desgovernada
Manipulada e na penúria
Temerosa, acomodada”

E o olhar da céptica Rainha
Voa, da realidade, fugindo
E nos olhos da face minha
Pousam, a verdade exigindo

Denotando tal tristeza
Que nunca ousara imaginar
Dobravam a sua beleza
Que nem sei como narrar

E no seu olhar perscrutando
E nas lágrimas que se libertavam
Vi o Adamastor triunfando
E caravelas que se afundavam

E vendo a vergonha que ostento
Em meu rosto padecido
Deixou escapar um lamento
O mais tocante gemido

E antes de tornar ao mar
Escapando da afronta sofrida
Pune-me, num derradeiro olhar
Deixando-me de visão perdida

Mas tendo a Lua partido
Das marés a Terra privando
E vendo meu povo dormido
E o futuro dos seus minando

E sabendo que não há luar
Nem nada porque me bater
Se nada me poderá inspirar
Apenas me restará sofrer

E se o Luso, na História vomita
E se não diviso a estrela do Norte
Já a escuridão me conquista
Soam, já, trombetas de morte 





Nasci em Angola. Mas a História me fez Português. Não há quem não saiba que Portugal se trata de um país saqueado e tomado pela mais nojenta gente que, nunca, ninguém julgou ser possível. Desde 1974, grupos de bandoleiros formaram partidos políticos que, sem precisarem de armas e aproveitando-se da revolução dos cravos, ocuparam e deitaram a mão a tudo. Hoje, os pensionistas e trabalhadores são espoliados dos seus rendimentos para se protegerem os mais de 250.000 incompetentes colocados, por todos os partidos, em milhares de institutos e fundações e inúmeros lugares da função pública, roubando o lugar a outros. E nos 308 municípios? Destes, mais de 200 são inúteis porque não há população ( está no cemitério ou emigrou). Conheço terras do interior em que a população diminui 90% . Os bandidos dos partidos, aí, cresceram. Deveriam ser estes inúteis a irem engrossar a lista de desempregados. Dezenas de milhar de motoristas. Diplomas comprados. Protegidos por um aparelho judiciário que não passa de gás anal mal cheiroso e por uma comunicação social que não passa de papel higiénico, deram-se ao luxo de criar um banco de onde roubaram mais de 7.000 milhões de Euros. Que os mais pobres estão a pagar. E os ladrões a passearem, impunes.
 As forças policiais estão impedidas de se aproximar dos seus santuários, as discotecas. Aí, se fosse feita uma rusga, seriam encontrados os mesmos figurões e figurantes que humilham os polícias nos tribunais. E quem, por engano, entrar nesses locais infestados de drogas, álcool e bandidos de toda a espécie ( traficantes e autarcas, advogados e magistrados, proxenetas, comentadores de televisão, políticos, etc) julgaria estar a assistir a uma sessão do parlamento. Entre seringas, álcool e Euros, se preparam as leis e as sentenças. É esta a malandragem que ocupa este país. Os bons, os melhores, mais qualificados e com valores, foram empurrados para a emigração. Em vez de correrem com os ladrões, correram consigo próprios. Para os que ficaram e que não fazem parte destes gangs não é necessária a repressão para os trazer com trela. Bastou a televisão e o pontapé na bola. Uma caixinha e pontapés.
Mas houve outros que, antes de inventarem a televisão e o futebol, construíram a mais brilhante história de que poucos países se podem gabar de ter. E foram tantos, tantos.
Mas nasci em Angola. Brinquei, em criança, com alguns dos actuais poderosos e ricos Angolanos  ( Oh Nelson! Eras tão fraquinho na escola. Ninguém dava nada por ti. Da última vez que soube de ti, eras um homem rico e poderoso. Não sei se estarás vivo. Morrerás, como eu. Só que eu vim para semear. Tu vieste para colher. Morrerei com as mãos cheias de alma. Tu, com as mãos cheias de almas?) que se mataram uns aos outros, durante décadas, porque há, no subsolo, muitas riquezas naturais. Naturais. Isso mesmo. Sempre lá estiveram. Não são de ninguém. São de todos. Mas, como em todos os tempos e em todos os continentes, os grandes empresários e capitalistas sempre nasceram de forma dúbia. E Angola necessitava de uma classe empresarial. E o que se passa em Angola é com os angolanos. Só que o papel higiénico oficial de Angola (jornal?), resolveu confundir os bandoleiros que saqueiam Portugal, com o povo português. E esqueceu a História de Portugal. E o Infante, o Gama, o Cabral e tantos, tantos outros marinheiros. E matemáticos (Pedro Nunes) e cartógrafos.
E Amália. E Eça. E Camões. E Pessoa. E milhares de outros. Temos uma história. E a cultura
e a educação não se pode comprar nem roubar. Haverá algum imbecil que confunda os Alemães actuais, com os nazis de há 70 anos? E os Franceses, com os massacres cometidos pelas tropas de Napoleão? E os Portugueses actuais com os colonialistas? Os Estados Unidos lutaram contra os Ingleses. Hoje são povos irmãos. Algum imbecil se atreve a insultar a Grécia, berço da civilização Ocidental e que hoje, enganada pelos políticos, se encontra em dificuldades?
Mas nasci em Angola. Na cidade alta, donde se via a Praia do Bispo. Hoje, segundo sei, é um bunker. Gostaria de, um dia, com orgulho, dizer: sou Angolano. Porque, actualmente, não posso dizer que tenha orgulho de ser português. Apesar de ter orgulho na história de Portugal. Nas condições actuais, quando ouço alguém dizer que sente orgulho é porque já roubou, pensa roubar ou está a aproveitar-se do roubo praticado por algum dos seu ascendentes. Quando entenderão os donos dessas marcas de papel higiénico (jornais?)  de cá e de lá que o povo não lê o que lá se escreve? Apenas serve para limpar o traseiro. E, por cá, há muito mais marcas. Sabem, meus irmãos do povo angolano (Esquecia-me de ti, Pascoal) que aqui há muitas marcas de papel higiénico (revistas?) cor-de-rosa? É verdade! São umas revistas que vasculham as vidas dos nossos ganzados mais badalados. E o pagode gosta dessas marcas. É o papel higiénico mais vendido. Apesar de FERNANDO PESSOA. Tenho muito orgulho na história de Portugal. Nenhum mortal, por mais rico que seja, a conseguirá apagar ou menosprezar. Ela permanecerá. O novo-rico morrerá. Eu também. Triste, sem uma pátria da qual me possa orgulhar. Um apátrida. Ser-se ladrão, mesmo que protegido por capangas bem armados e por uma justiça fantoche, não dá o direito a nenhum presumido iluminado de insultar a História de qualquer país.

ENTRETANTO, EM TERRA DE TUGA, UMA NOVA IDEOLOGIA FOI INVENTADA: O TUGANISMO. DERRETEU TODOS OS OUTROS ISMOS ( FASCISMO, NAZISMO, COMUNISMO, SOCIALISMO, CRETINISMO, OPOTUNISMO, CHICO-ESPERTISMO, ETC. ). CONSISTE NO SEGUINTE: BANDOS DE LADRÕES SALTAM DO GOVERNO PARA O PARLAMENTO E DO PARLAMENTO PARA O GOVERNO DURANTE DÉCADAS. LEVAM AS PESSOAS AO SUICIDIO E À IMIGRAÇÃO FORÇADA. ESSES TERRORISTAS FORAM ESCOLHIDOS PELOS TERRORISTAS QUE DOMINAM AS CONCELHIAS E DISTRITAIS. SÃO ESTES DELINQUENTES QUE  ESCOLHEM OS DEPUTADOS E O CHEFE DO PARTIDO, FUTURO PRIMEIRO MINISTRO


O TUGANISMO EM ACÇÃO

MATERIAL DESTINADOS A TODOS AQUELES
QUE LEVAM A DESGRAÇA, A FOME E A MISÉRIA
A TODO UM POVO. O AZAR É QUE, POR CADA FILHO
DA PUTA QUE MORRE, HÁ 10 À ESPERA PARA O SUBSTUITUIR



terça-feira, 30 de abril de 2013

POEMAS DO DESESPERO - MARES DE LÁGRIMAS




Meditando vou, desolado
Sempre triste, junto ao mar
Do mundo torpe alheado
Parece que vivo a chorar

Embalado pelo mar sereno
De águas mansas, prateadas
Crepúsculo que cai, ameno
Céu de estrelas, esmeraldas

É salgado, é de águas salgadas
E é um lago Senhor, é um lago
É o sal das lágrimas choradas
Tantos são os danos que trago.

São mesmo lágrimas, Senhor
Que vedes neste lago, retidas
São prantos, são choros, é dor
Tantas são as lágrimas caídas

Salgadas pérolas, brilhantes
Com outras são misturadas
Com lágrimas antigas, errantes
Há séculos perdidas, choradas

São dos meus antepassados
Que de sua terra, partidos
Que no Mar naufragados
Ideais, sonhos perdidos.

Porque nunca encontraram
Porto Seguro aonde aportar.
E suas lágrimas tornaram
Às Lusas praias, seu lar.

Recordam aos seus descendentes
Que existiram, que eram de vidas
Como as de hoje, descontentes
Como as de então, serão perdidas

Como em quinhentos, vertidas
Lágrimas e lágrimas de nadas
Quando findarão as partidas
É hora das barricadas.

LÁGRIMAS DOS NAVEGADORES
ÀS DE HOJE SE VÊM JUNTAR
PESADELOS REPETIDOS, DORES

 IRÁ O TORMENTO FINDAR?
                     
                                       VÃS LÁGRIMAS




E ÀS LÁGRIMAS DOS DE ENTÃO,
AS DOS DE HOJE SE JUNTARAM.
INFINDAS, DE DEVASTAÇÃO
MIL LAGOS ELAS CRIARAM.
**************************************************       
PARA TI, A TI OFEREÇO
AS LÁGRIMAS DA MINHA DOR  
É NADA O QUE MEREÇO
SEMEASTE, EM MIM, DESAMOR
                      

segunda-feira, 15 de abril de 2013

POESIA DO DESESPERO - MURMÚRIOS DO TEMPO






No topo de uma colina
Escuto o murmúrio do vento
Que minha alma examina
E me apura o pensamento

Saindo de tudo e de todos
Nela me vou retirando
Na cidade ficaram os lodos
Aqui me vou encontrando

Ao acaso aqui aportei
E me venho fundeando
Foi um refúgio que achei
E onde me vou abrigando

Já quase não resta gente
Já quase não há ninguém
Morrendo está lentamente
Passando me vejo também

Aqui encontro o Espaço
A inspiração que me volta
E todo o Universo abraço
E a minha mente se solta

Caminho de noite e de dia
Em trilhos na mata rasgados
Procuro a paz e a sintonia
Com meus sonhos adiados

E ausentado vou escutando
Sublime música ao caminhar
Que génios me foram legando
Que sorte a poder desfrutar









Nos campos abandonados
Reinam silêncios imperiais
Tiveram vida, cultivados
Deram frutos e cereais


Por tudo me deixo tocar
É recanto feito para mim
Rendo-me à noite, ao luar
Estrelas brilhando sem fim

Por aqui o tempo parou
Para mim parece voar
Aqui tudo se aquietou
Sobro eu a me inquietar

Já quase tudo definhou
Nem uma criança a brincar
Há tanto que o tempo as levou
Como a mim irá levar

E com a mente vou recriando
Passados tempos e gentes
Suas casas vou achando
Ruínas que doem, dormentes

E sobram terras por tratar
Por velhos muros divididas
Construídos para preservar
Possessões agora perdidas











Não há igreja nem cemitério
Sem mortos e quase sem vivos
Terão a morte, não há mistério
Mas da vida já são cativos





E os dias são sempre iguais
Faltam bares e restaurantes
Não há prisões e hospitais
Assim será como dantes

Árvores e vinhas por podar
Dão frutos que ninguém quer
Os terrenos estão por arar
Cresce livre o malmequer

Velhos arados enferrujados
Morreu o burro e o lavrador
Carros há, mas estão parados
Sem rodas nem condutor

Ainda há palha nos currais
Ocos, fantasmas, esventrados
Não há vestígios de animais
Pelos mortos donos devorados

Vivo intenso cada momento
Sobra tempo para meditar
À chuva ao Sol e ao vento
Aqui procuro me inspirar

E há poços em profusão
Não há ninguém para beber
A água que ainda dão
Faltam vidas para a sorver

E nas batalhas da indecisão
Contenho o meu frenesim
E doendo me vai a razão
Em lutas que não vejo o fim

Meu coração dolorido
De tudo querer abarcar
A tudo procura o sentido
Do nada se quer afastar

Já sei todos os caminhos
Já palmilhei mil carreiros
Onde agora há cordeirinhos
Já se mataram guerreiros






























































































































































































































































*REPOSIÇÃO, APÓS CORREÇÃO