quinta-feira, 23 de setembro de 2010

VIAGEM A, nº 4 - ITÁLIA E AUSTRIA


 Entre Caorle (ITALIA),  no Mar Adriatico , e a região dos lagos nos arredores de Salzburgo, na AUSTRIA

PERCURSO DA FASE 4 :


ITÁLIA       AUSTRIA

 CAORLE( PORTO STA MARGUERITA) ---- COONCÓRDIA SAGITÁRIA----PORTOGRUARO --
CORDOVADO---- S. VITO AL TAGLIAMENTO----S. DANIELE DEL FRIULLI---- GEMONA DEL FRIULLI ---  TARVÍSIO ---- THURL ---  FEISTRITZ --- SEEBODEN --- MILLSTATT ---- GMUND --- MALTA --- DORNBACH ( MALTA) --- GRIES --- ST MICHAEL IM LANGAU ----
ALTENMARKT ---- RADSTADT ----GOLLING ----  AIGEN --- SALZBURG --- FUSCHL AM SEE
---- ST. GILGEN ----- ST. WOLFGANG




 ITÁLIA



CONCORDIA SAGITTARIA (  I  )










PORTOGRUARO (  I  )










CORDOVADO ( I  )







S . VITO AL TAGLIAMENTO   ( I)






S . DANIELE DEL FRIULI   (I )







GEMONA DEL FRIULI  ( I  )





Entre Gemona del  Friuli em Italia e Millstatter na Austria visitei : Venzone e Tarvisio em Italia e Thurl e Feistritz na Austria.



VENZONE  (  I  )








TARVISIO   ( I )






AUSTRIA



Pouco depois de atravessar a fronteira, virei à esquerda e visitei uma igreja com frescos


THURL  ( A)





FEISTRITZ  ( A)






 Millstatter See (Lago millstatt)


Seeboden  (  A  )








   MILLSTATTER SEE - CARINTIA- SUL DA AUSTRIA


MILLSTATT  (  A  )




Millstatt- Caríntia - Austria


MILLSTATT- KARTEN - AUSTRIA





 CARINTIA(KARTEN)-AUSTRIA


GMUND  (  A  ) 










MALTA  (  A  )  













DORNBACH (MALTA)   (  A  )












GRIES , Arredores de RENNWEG   ( A  )













St Michael im Lungau - Stadt Salzburg  (   A  )





ALTENMARKT - Stadt Salzburg (   A  )










RADSTADT-  (   A  )







GOLLING - SALZBURG -  (  A  )









AIGEN (Arredores de Salzburg)   (   A   )









SALZBURG -  (   A  )











FUSCHL AM SEE (LAGO FUSCHL)- STADT SALZBURG  (  A  )







ST GILGEN  (  A  )

















ST WOLFGANG (WOLFGANGSEE)- OBEROSTERREICH-  (   A  )

















sexta-feira, 17 de setembro de 2010

POESIA DA TRISTEZA - A MUSA PERDIDA








A esperança na adversidade.
A sorte que não se consente.
Numa vida em debandada,
De tudo, cheia de nada,
Um vazio que se sente,
Dor sentida, dor de saudade.

O seu rosto sem idade,
O cabelo escuro, rente,
A voz doce e timbrada.
E uma beleza de fada,
O olhar terno e quente,
Uma expressão de bondade.

E em dias de serenidade,
Impera em minha mente,
A visão da musa sonhada.
Mas que por ser inventada,
Jamais estará presente,
Deserta a minha cidade.


Meu refugio na ansiedade,
Compensação de amor ausente.
Peregrinos na mesma estrada,
E que, na aflição, recordada,
Ao menos que se faça gente,
Antes que se faça tarde.

POESIA DO DESESPERO - PÓ E CINZAS






E ela, para mim, sorriu
Na berma daquela estrada.
Mas envelheceu e ruiu
Ali jazia, abandonada.

Do todo que a constituiu
Resta apenas uma parte
Foi tudo o que resistiu
Já não é uma obra de arte.

Não sei a quem serviu
Já não serve para nada.
Foi alguém que a construiu
É de madeira talhada.

Mas algo que nunca vira
É que para ser recordada
Alguém nela esculpira
A sua vida contada.

O tempo em que existiu
Qual era a sua morada.
E o dia em que ruiu
De velhice não cuidada.

As gerações que uniu
Naquela casa azarada.
Mas com eles compartiu
Da vida, o tudo e o nada.

O desgosto que sentiu
Numa noite desgraçada.
Quando alguém nela caiu
Uma morte inesperada.

E noutra noite se cobriu
Em lágrimas se viu banhada.
Uma torrente que saiu
De uma face desesperada.

E ela, impotente, assistiu
Ao pranto, à desfilada.
De uma amante que descobriu
Que sempre fora enganada.

E ela que nunca traiu
Como se sentia humilhada.
Também nunca mentiu
A ingénua, desamparada.

E desta forma se abriu
Para mim, a velha escada.
Como que pressentiu
Sua existência esgotada.

E que bem ela o previu
Como estava preparada.
Um incêndio a consumiu
Desfeita, ali calcinada.

E um lamento se ouviu
Uma verdade recordada.
Em pó está, a quem serviu
Em cinzas a velha escada.