sexta-feira, 26 de março de 2010

POEMA AO AMOR DE PARTIDA





E como tudo na vida
É assim no Universo
Tudo acaba , tem um fim
É a hora da despedida
Que não cabe neste verso
E que dor provoca em mim
É o amor de partida
Minha vida, está ao inverso
Não sei viver assim

SE







Se morremos, vivamos
E se vivemos, amemos
E se amamos, sofremos
E se sofremos, vivemos
E se não amamos, sofremos
E se não sofremos, morremos
E se morremos, não amamos
E se não amamos, morremos
E se não nascemos, não amamos
E se não amamos, não sofremos
E senão nascemos, não sofremos.
E se nascemos, vivemos


EM RESUMO : Se não tivéssemos nascido, não iríamos sofrer e morrer. Teríamos sido nada. Mas ao nascermos, viemos ver o céu, o mar e as estrelas. E poder amar. E dar a nossa contribuição à humanidade. Deixar a nossa marca. Deixe a sua. Ou, pelo menos, tome conhecimento da marca deixada por aqueles que engrandeceram a nossa espécie. Fleming, Beethoven, Miguel Ângelo, Rafael, J S BACH, HANDEL, VIVALDI, VERDI, LEONARDO DA VINCI,ETC.
E se não pude inventar nada, também não ajudo a destruir. Não acrescento sofrimento aos homens e outros animais. Quero, e isso ajuda-me, quando chegar a minha hora, partir com a certeza de a minha oportunidade de vida ter sido aproveitada e não ter deixado atrás de mim qualquer traço de sofrimento. Às vezes, basta uma mão ou uma palavra na hora certa e a nossa vinda valeu a pena.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MIL BEIJOS




Mil apaixonados beijos
Quero teus lábios beijar
Realizados tais desejos
É como ressuscitar
E um painel de azulejos
Saberia então pintar
Nele verias lampejos
De amor a cintilar
E mil lágrimas, aguas dos Tejos
Que correm límpidas para o mar
Que engrossariam os cortejos
De mil ondas a desfilar
E que após longos cotejos
Nas praias viriam secar

POEMA AOS TEUS OLHOS

POEMA AOS TEUS OLHOS






Em teus olhos vejo o mar
Vagas, ondas, espuma e tudo
Aves, o céu e o sol a brilhar
E em tapetes de veludo
Belas sereias a cantar
Ternas canções de embalar
Encantado me quedo mudo
Com teus olhos me quero armar
São eles, amor, o meu escudo

POEMA "A CARTA"

A CARTA


Pousa aqui um passarinho
E traz uma carta no bico
É do meu amor , suplico
Tão longe está do meu ninho

Aproxima-se de mansinho
Mais confiante ainda fico
É para mim , certifico
E ele dá mais um saltinho

POEMA DAS MORDAÇAS

AS MORDAÇAS






Algo que não faças ou faças
E quebras o encantamento
Virão de novo as mordaças
Aumentarás meu sofrimento

 A minha alma tem vidraças
Que nem a protegem do vento
Frageis , quando as estilhaças
Arrefece e morre ao relento

A PRENDA


~



Nesta noite de magia
Tua prenda é este verso
Vai nele toda a alegria
Que é maior que o universo
Por te ter conhecido um dia
Que sorte, que amor imerso
Em ti, fruto de alquimia

EMOÇÃO





Oh que infinita emoção
Se a minha boca se cola á tua
E perco até a noção
Se estou no céu ou na Lua

O CANTO DO PASSARINHO




Um passarinho, na esplanada
Preguntou , viu minha tristeza
Onde está a tua amada?
Onde está tua princesa?

No andar é apressada
Mas pisa com tal leveza
Está para ti só guardada
É ela a tua chama acesa

É tua alcova sonhada
É a esperança , na incerteza
É teu mundo,  tua amada
Ela é a tua fortaleza

segunda-feira, 22 de março de 2010

POESIA DA IRA - TRAFICO DE INFLUÊNCIAS, ASSASSÍNIO SILENCIOSO


O CRIME DOS FAVORES ( A CUNHA)



Mas que triste realidade
É mesmo uma tradição
Tem tal intensidade
A cunha é uma instituição

Promove a falsidade
Premeia a inacção
Cerceia a liberdade
Torpedeia a creação

Usa-se em qualquer idade
E em toda a situação
É uma calamidade
É a bestialidade em acção

E quem tinha qualidade
Só lhe resta a frustação
Roubam-lhe a oportunidade
Incríveis esforços em vão

Imbecis de especialidade
A cunha de formação
Manobram com boçalidade
Altos cargos da Naçao

Mete-se com leviandade
É um acto de perversão
É crime , uma barbaridade
Que merecia punição

Transforma a feia em beldade
Faz , de um polícia , um ladrão
Faz ,do cretino, uma sumidade
Consegue uma absolvição

Estimula a mediocridade
Não é mais que corrupção
Diminui a produtividade
É tráfico e extorsão

De grande transversalidade
De geração em geração
Fomenta a incredulidade
É vergonha e maldição

Castra a mocidade
Promove a desmotivação
O mérito é uma inutilidade
Inibe a imaginação

A ignorante obesidade
Em lugares de eleição
Fruto da imoralidade
Tem direito a beija-mão

Desfaz sonhos e a felicidade
Provoca a indignação
Emigra a individualidade
Instala-se a devassidão

Mas é uma calamidade
É uma afronta à razão
Ver com que impunidade
A tudo deita a mão

Apregoam a moralidade
Têem a cunha por função
Distribuem com facilidade
Os frutos da sua traição

E como ultima vontade
Cunha-se coveiro e sacristão
Nem na morte há igualdade
Chovem cunhas no caixão

E tem tranquilidade ?
Quem semeia a humilhação
Quem vive da iniquidade
Que é da cunha , a podridão

Filhos da cunha , piedade
Dispam-se da presunção
Sois párias da sociedade
Sois pecado sem remissão

Não há mais que uma verdade
Quem a mete é um ladrão
Distorce , engana , é maldade
Quem a aceita é vilão

Creio na igualdade
E na justa retribuição
Foi desejo da divindade
Promover a competição

Que estimula a vontade
Que conduz à evolução
Que ajuda a humanidade
Na busca da perfeição

sexta-feira, 19 de março de 2010

ENCANTO

TEU ENCANTO




Teu encanto é encantador
Me encanta , vivo encantado
Ele tenta , é tentador
Me tenta , vivo tentado

A ERUPÇÃO

A ERUPÇÃO



Despontou a madrugada
Permanece a indecisão
Que fazer na encruzilhada
Do amor em exaustão

Sou o imponente vulcão
Explodiu , tarde azarada
As lagrimas em ebulição
São a lava inflamada

Escapa-se em turbilhão
E corre descontrolada
Alimentando a depressão
Em minha mente instalada

É profunda a estocada
Com a lamina da decepção
Foi a alma trespassada
Destruido o coração

E não restando mais nada
Aguarda-me a solidão
E a esperança em debandada
Dá lugar á frustação