quarta-feira, 24 de março de 2010

A PRENDA


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Nesta noite de magia
Tua prenda é este verso
Vai nele toda a alegria
Que é maior que o universo
Por te ter conhecido um dia
Que sorte, que amor imerso
Em ti, fruto de alquimia

EMOÇÃO





Oh que infinita emoção
Se a minha boca se cola á tua
E perco até a noção
Se estou no céu ou na Lua

O CANTO DO PASSARINHO




Um passarinho, na esplanada
Preguntou , viu minha tristeza
Onde está a tua amada?
Onde está tua princesa?

No andar é apressada
Mas pisa com tal leveza
Está para ti só guardada
É ela a tua chama acesa

É tua alcova sonhada
É a esperança , na incerteza
É teu mundo,  tua amada
Ela é a tua fortaleza

segunda-feira, 22 de março de 2010

POESIA DA IRA - TRAFICO DE INFLUÊNCIAS, ASSASSÍNIO SILENCIOSO


O CRIME DOS FAVORES ( A CUNHA)



Mas que triste realidade
É mesmo uma tradição
Tem tal intensidade
A cunha é uma instituição

Promove a falsidade
Premeia a inacção
Cerceia a liberdade
Torpedeia a creação

Usa-se em qualquer idade
E em toda a situação
É uma calamidade
É a bestialidade em acção

E quem tinha qualidade
Só lhe resta a frustação
Roubam-lhe a oportunidade
Incríveis esforços em vão

Imbecis de especialidade
A cunha de formação
Manobram com boçalidade
Altos cargos da Naçao

Mete-se com leviandade
É um acto de perversão
É crime , uma barbaridade
Que merecia punição

Transforma a feia em beldade
Faz , de um polícia , um ladrão
Faz ,do cretino, uma sumidade
Consegue uma absolvição

Estimula a mediocridade
Não é mais que corrupção
Diminui a produtividade
É tráfico e extorsão

De grande transversalidade
De geração em geração
Fomenta a incredulidade
É vergonha e maldição

Castra a mocidade
Promove a desmotivação
O mérito é uma inutilidade
Inibe a imaginação

A ignorante obesidade
Em lugares de eleição
Fruto da imoralidade
Tem direito a beija-mão

Desfaz sonhos e a felicidade
Provoca a indignação
Emigra a individualidade
Instala-se a devassidão

Mas é uma calamidade
É uma afronta à razão
Ver com que impunidade
A tudo deita a mão

Apregoam a moralidade
Têem a cunha por função
Distribuem com facilidade
Os frutos da sua traição

E como ultima vontade
Cunha-se coveiro e sacristão
Nem na morte há igualdade
Chovem cunhas no caixão

E tem tranquilidade ?
Quem semeia a humilhação
Quem vive da iniquidade
Que é da cunha , a podridão

Filhos da cunha , piedade
Dispam-se da presunção
Sois párias da sociedade
Sois pecado sem remissão

Não há mais que uma verdade
Quem a mete é um ladrão
Distorce , engana , é maldade
Quem a aceita é vilão

Creio na igualdade
E na justa retribuição
Foi desejo da divindade
Promover a competição

Que estimula a vontade
Que conduz à evolução
Que ajuda a humanidade
Na busca da perfeição

sexta-feira, 19 de março de 2010

ENCANTO

TEU ENCANTO




Teu encanto é encantador
Me encanta , vivo encantado
Ele tenta , é tentador
Me tenta , vivo tentado

A ERUPÇÃO

A ERUPÇÃO



Despontou a madrugada
Permanece a indecisão
Que fazer na encruzilhada
Do amor em exaustão

Sou o imponente vulcão
Explodiu , tarde azarada
As lagrimas em ebulição
São a lava inflamada

Escapa-se em turbilhão
E corre descontrolada
Alimentando a depressão
Em minha mente instalada

É profunda a estocada
Com a lamina da decepção
Foi a alma trespassada
Destruido o coração

E não restando mais nada
Aguarda-me a solidão
E a esperança em debandada
Dá lugar á frustação

quinta-feira, 18 de março de 2010

TUA AUSENCIA


TUA AUSÊNCIA

Tua ausência me provoca
Um sofrimento infinito
Uma angustia que choca
É paixão o que sinto

BRILHA O SOL



Tens harmonia na voz
O sol brilha em teu olhar
O teu sorriso a embalar
Meu coração, casca de nós


Tens harmonia na voz
O sol brilha em teu olhar
O teu sorriso a embalar
Meu coração, casca de nós

POUSOU O AMOR, VOOU A PAIXÃO


VOOU A PAIXÃO, POUSOU O AMOR



É o descontentamento
Quase se perde a razão
É um infindo tormento
Será amor ou paixão?

É paixão certamente
Que o amor não é assim
A paixão é tão-somente
Um pesadelo sem fim

O amor é respirar
É o tranquilo adormecer
A paixão é sufocar
O frenesim, a alma a arder

Estejas longe, estejas perto
É amor, estou em sossego
Mas foi a sede no deserto
Foi paixão, desassossego 

POEMAS DO DESESPERO - AMOR DE PERDIÇÃO





É oportunidade, a vida
Por a perder se vai pagar.
Evoluindo, ao ser vivida
Pecado, não a desfrutar.

Pensando que se está a amar
E que se é muito querida
Pode-se estar a cortar
As asas a outra vida

Impedindo-a de voar
É uma ave ferida
É o amor a sacrificar
É uma oportunidade perdida


Dedicada a todas as mães super protectoras

quarta-feira, 17 de março de 2010

POESIA DO DESESPERO - TEUS OLHOS CINZENTOS




Em teus olhos cinzentos
Ainda me perco e deleito
Não te faltarão talentos
Teu corpo belo, perfeito

Frustrantes, os meus intentos
Que terei perdido o preito
E já me faltam argumentos
Para reconquistar teu leito

Meus lábios dos teus sedentos
Tristeza pelo amor desfeito
Porquê tais padecimentos ?
Era teu amor contrafeito ?

O tempo que resta é estreito
Para recordar os momentos
Tua cabeça em meu peito
Mergulhada em pensamentos

Inúteis são teus lamentos
Todo o mal já está feito
É a vez dos sofrimentos
E eu assim, sem jeito

VITÓRIA DE CUPIDO

VITÓRIA DE CUPIDO



Apagámos as fogueiras
Que entre nós atearam
Desmontámos ratoeiras
Que perfidamente montaram
Ignorámos as traiçoeiras
Ciladas que prepararam
Cerradas as nossas fileiras
Que nunca nos derrotaram
Derrubemos então barreiras
Que entre nós levantaram
Eliminemos as fronteiras
Que quase nos separaram
Ergamos, bem alto, bandeiras
Elas sempre celebraram
Histórias de amor, verdadeiras
Que sempre, sempre, vingaram
Com setas de Cupido, certeiras
Os amantes triunfaram
E em vistosas liteiras
Com emoção desfilaram
À frente de hostes guerreiras
Inimigos desbarataram
E em batalhas cimeiras
O amor sublimaram