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quinta-feira, 18 de março de 2010
BRILHA O SOL
Tens harmonia na voz
O sol brilha em teu olhar
O teu sorriso a embalar
Meu coração, casca de nós
Tens harmonia na voz
O sol brilha em teu olhar
O teu sorriso a embalar
Meu coração, casca de nós
POUSOU O AMOR, VOOU A PAIXÃO
| VOOU A PAIXÃO, POUSOU O AMOR |
É o descontentamento
Quase se perde a razão
Quase se perde a razão
É um infindo tormento
Será amor ou paixão?
É paixão certamente
Que o amor não é assim
A paixão é tão-somente
Um pesadelo sem fim
O amor é respirar
É o tranquilo adormecer
A paixão é sufocar
O frenesim, a alma a arder
Estejas longe, estejas perto
É amor, estou em sossego
Mas foi a sede no deserto
Foi paixão, desassossego POEMAS DO DESESPERO - AMOR DE PERDIÇÃO
É oportunidade, a vida
Por a perder se vai pagar.
Evoluindo, ao ser vivida
Pecado, não a desfrutar.
Pensando que se está a amar
E que se é muito querida
Pode-se estar a cortar
As asas a outra vida
Impedindo-a de voar
É uma ave ferida
É o amor a sacrificar
É uma oportunidade perdida
Dedicada a todas as mães super protectoras
quarta-feira, 17 de março de 2010
POESIA DO DESESPERO - TEUS OLHOS CINZENTOS
Em teus olhos cinzentos
Ainda me perco e deleito
Não te faltarão talentos
Teu corpo belo, perfeito
Frustrantes, os meus intentos
Que terei perdido o preito
E já me faltam argumentos
Para reconquistar teu leito
Meus lábios dos teus sedentos
Tristeza pelo amor desfeito
Porquê tais padecimentos ?
Era teu amor contrafeito ?
O tempo que resta é estreito
Para recordar os momentos
Tua cabeça em meu peito
Mergulhada em pensamentos
Inúteis são teus lamentos
Todo o mal já está feito
É a vez dos sofrimentos
E eu assim, sem jeito
VITÓRIA DE CUPIDO
VITÓRIA DE CUPIDO
Apagámos as fogueiras
Que entre nós atearam
Desmontámos ratoeiras
Que perfidamente montaram
Ignorámos as traiçoeiras
Ciladas que prepararam
Cerradas as nossas fileiras
Que nunca nos derrotaram
Derrubemos então barreiras
Que entre nós levantaram
Eliminemos as fronteiras
Que quase nos separaram
Ergamos, bem alto, bandeiras
Elas sempre celebraram
Histórias de amor, verdadeiras
Que sempre, sempre, vingaram
Com setas de Cupido, certeiras
Os amantes triunfaram
E em vistosas liteiras
Com emoção desfilaram
À frente de hostes guerreiras
Inimigos desbarataram
E em batalhas cimeiras
O amor sublimaram
Apagámos as fogueiras
Que entre nós atearam
Desmontámos ratoeiras
Que perfidamente montaram
Ignorámos as traiçoeiras
Ciladas que prepararam
Cerradas as nossas fileiras
Que nunca nos derrotaram
Derrubemos então barreiras
Que entre nós levantaram
Eliminemos as fronteiras
Que quase nos separaram
Ergamos, bem alto, bandeiras
Elas sempre celebraram
Histórias de amor, verdadeiras
Que sempre, sempre, vingaram
Com setas de Cupido, certeiras
Os amantes triunfaram
E em vistosas liteiras
Com emoção desfilaram
À frente de hostes guerreiras
Inimigos desbarataram
E em batalhas cimeiras
O amor sublimaram
DESPERTAR A DOIS
DESPERTAR A DOIS
É a ânsia de te amar
De manhã ao anoitecer
Por ti vivo a suspirar
Sem ti é de endoidecer
Em teus braços adormecer
Com os teus seios sonhar
Junto a ti despertar
Que mais poderia merecer ?
Com teu corpo delirar
De tua boca receber
Ar puro e respirar
Energia e renascer
Com teus cabelos tecer
Tranças para me embalar
Mantas para me aquecer
A mortalha que hei-de levar
Teus olhos a iluminar
Meu caminho a percorrer
Neles quero mergulhar
Com eles me vou proteger
É a ânsia de te amar
De manhã ao anoitecer
Por ti vivo a suspirar
Sem ti é de endoidecer
Em teus braços adormecer
Com os teus seios sonhar
Junto a ti despertar
Que mais poderia merecer ?
Com teu corpo delirar
De tua boca receber
Ar puro e respirar
Energia e renascer
Com teus cabelos tecer
Tranças para me embalar
Mantas para me aquecer
A mortalha que hei-de levar
Teus olhos a iluminar
Meu caminho a percorrer
Neles quero mergulhar
Com eles me vou proteger
segunda-feira, 8 de março de 2010
POEMAS DO DESESPERO - DORES, LÁGRIMAS, AFLIÇÃO
Perdi-te de madrugada
Tragado pela emoção
Já é longa a nossa estrada
E apelando à imaginação
Procuro, em vão, uma escada
Servia até um bordão
Que evite a derrocada
Que afaste a solidão
Que é uma ameaça velada
Prenúncio de devastação
É a derrota anunciada
Meu estandarte jaz no chão
Abandonado, na retirada
Já não induz à exaltação
É que é tal a cilada
Ou será imaginação ?
Cavalga desenfreada
Destrói o meu coração
Semeia , a desgraçada
Dores, lagrimas, aflição
E parece não haver nada
Que acalme o furacão
Que detenha a enxurrada
Que deu fruto, a depressão
Em que está mergulhada
Minha mente em ebulição
Pesadelos à desfilada
Em noites de inquietação
E a face transtornada
Em dias de agitação
É a tensão elevada
Aumenta a pulsação
Aguardo a estocada
Está ao rubro a emoção
Num ápice, vejo a espada
Sustenho a respiração
Passarei do tudo ao nada
Findará toda a acção
Ultima folha virada
Ensaio uma oração
É a alma desesperada
Em busca da redenção
E a vida, aproveitada ?
Resumo-a numa fracção
Mas eis que vinda do nada
Oh ! que fantastica visão
É o teu rosto de fada
Com minha alma na mão
É a vida ressuscitada
Com tua vara de condão
É a paz reencontrada
É o retorno à ilusão
Nos braços da minha amada
De tudo perco a noção
São a tranquila enseada
Ela é a minha paixão
POEMAS DO DESESPERO - VAGAS DA FRUSTAÇÃO
Nos braços da depressão
Sigo, ternamente, embalado.
Há tanta insatisfação,
Durmo e sonho acordado.
É tal a inquietação
E é tamanho o enfado
Que a minha inspiração
Minha doce perdição,
Ainda que desejado
Não provoca a emoção
Tão intensa do passado.
E isto porque a paixão,
Foi tudo tão inesperado,
Se sobrepôs à razão
Que me vi tão enredado
Nas malhas da contradição
Na corda do enforcado.
É imensa a devastação
Há um incendio ateado.
Ignoro a solução!
Seria tu, a meu lado?
Mas depois da decepção,
Foi um momento danado,
Compreendi teu coração
Como ele é partilhado.
O que padeço, desde então,
Nunca tinha imaginado.
Que estranha sensação!
Ainda, por ti, sou amado ?
Ou será acomodação ?
E embora atemorizado
Mas cheio de convicção
E de tudo tão fatigado
Termino com a encenação.
E meu peito alvoroçado,
É dolorosa a decisão,
Está triste e angustiado
Receoso da solidão
Pois contigo havia sonhado.
Há tanta recordação
Mas estou atolado
Na lama da frustação.
E assim tão desolado
Bato-me pela libertação.
Quão diverge o nosso fado
E já nem és uma canção.
Eis o epílogo adiado!
Sou eu é que digo..... NÃO.
Ainda que desejado
Não provoca a emoção
Tão intensa do passado.
E isto porque a paixão,
Foi tudo tão inesperado,
Se sobrepôs à razão
Que me vi tão enredado
Nas malhas da contradição
Na corda do enforcado.
É imensa a devastação
Há um incendio ateado.
Ignoro a solução!
Seria tu, a meu lado?
Mas depois da decepção,
Foi um momento danado,
Compreendi teu coração
Como ele é partilhado.
O que padeço, desde então,
Nunca tinha imaginado.
Que estranha sensação!
Ainda, por ti, sou amado ?
Ou será acomodação ?
E embora atemorizado
Mas cheio de convicção
E de tudo tão fatigado
Termino com a encenação.
E meu peito alvoroçado,
É dolorosa a decisão,
Está triste e angustiado
Receoso da solidão
Pois contigo havia sonhado.
Há tanta recordação
Mas estou atolado
Na lama da frustação.
E assim tão desolado
Bato-me pela libertação.
Quão diverge o nosso fado
E já nem és uma canção.
Eis o epílogo adiado!
Sou eu é que digo..... NÃO.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
POEMAS DO DESESPERO - EM TI ME PERDI
Quero-te, assim, como à vida
Assim como gosto de ti.
Rejeito a despedida
E mesmo que aqui e ali
Julgues não haver saida
Eu continuarei por aqui
Bela rosa florida
Bolinho com chantilli
Minha estrela caída
Que em ti eu me perdi.
E minha alma dorida
Da imensa saudade de ti
Sarará, por fim, a ferida.
Por isso, amor, sorri
Que és a minha menina querida
E desde que te vi
És a esperança renascida.
Em tua fonte bebi,
Tudo, deusa escondida.
Gosto tanto de ti
Quero-te a ti e à vida.
POEMAS DO DESESPERO - ATÉ AO ULTIMO SUSPIRO
Não vivo porque respiro!
Afronto a realidade
E penso para evoluir.
Assim, até ao ultimo suspiro
Nunca serei um cobarde
Não estarei só a existir
Da vida não me retiro
E busco apenas a verdade.
Não me levem a anuir
A tudo que não afiro.
Combato a falsidade
Que abala e faz ruir
Pouco o que adquiro
No seio da sociedade
Que me quer destruir
Apenas porque difiro
E por ter a liberdade
Da vida usurfruir
Como um pião, eu giro!
Pararei cedo ou tarde
E irei então descobrir,
Por fim, no eterno retiro,
O segredo da humanidade
E o que não soube retribuir.
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