Nos braços da depressão
Sigo, ternamente, embalado.
Há tanta insatisfação,
Durmo e sonho acordado.
É tal a inquietação
E é tamanho o enfado
Que a minha inspiração
Que é teu corpo adorado,
Minha doce perdição,
Ainda que desejado
Não provoca a emoção
Tão intensa do passado.
E isto porque a paixão,
Foi tudo tão inesperado,
Se sobrepôs à razão
Que me vi tão enredado
Nas malhas da contradição
Na corda do enforcado.
É imensa a devastação
Há um incendio ateado.
Ignoro a solução!
Seria tu, a meu lado?
Mas depois da decepção,
Foi um momento danado,
Compreendi teu coração
Como ele é partilhado.
O que padeço, desde então,
Nunca tinha imaginado.
Que estranha sensação!
Ainda, por ti, sou amado ?
Ou será acomodação ?
E embora atemorizado
Mas cheio de convicção
E de tudo tão fatigado
Termino com a encenação.
E meu peito alvoroçado,
É dolorosa a decisão,
Está triste e angustiado
Receoso da solidão
Pois contigo havia sonhado.
Há tanta recordação
Mas estou atolado
Na lama da frustação.
E assim tão desolado
Bato-me pela libertação.
Quão diverge o nosso fado
E já nem és uma canção.
Eis o epílogo adiado!
Sou eu é que digo..... NÃO.