segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

POESIA DO DESESPERO- LÁGRIMAS DO TEJO, MARTÍRIOS DO MAR





Das águas do Tejo zarparam
Meus chorosos antepassados.
Tantos, nos mares afogados
Sonhos e esperanças ruíram.

Em caravelas seguiram
E alguns que tendo chegado
Deixaram o seu legado
Em novas terras que viram.

Marinheiros, à força, saíram
Deixando num cais apinhado
O seu povo triste, açoitado
Tantos foram os que fugiram.

E promessas que traíram
Pois nunca tendo voltado
Em qualquer outro lado
Novas vidas construíram.

Os perigos que pressentiram
Maiores do que era esperado
De temores o mar juncado
De escapar, não impediram.

Por miséria o decidiram
Pois era esse o seu fado
Mas tanto tempo passado
Proveitos se conseguiram?

Gerações que se seguiram
E há um povo desempregado
E em dívidas, atafulhado
Para quê, tantos partiram?


*Meu País, está sob intervenção internacional, depois de décadas de rapina. O povo assiste, ou melhor, não assiste. Está demasiado entretido e anestesiado com futebol, telenovelas e caçadas. Quando olho para um jovem, parece que vejo uma folha em branco, uma garrafa de cerveja ou uma seringa. Grande parte dos mais velhos, com enormes panças em que acumulam a sua sabedoria, vomitam o que engoliram na televisão. E nem reparam que por cada filho da puta que morre, estão dois em lista de espera para o substituir. E tantos partiram e partem.E as especiarias? E o ouro do Brasil? E os escravos? E os fundos Europeus? A quem serviram?
Há excepções. Há muitos jovens, com talento e iniciativa, que têm de emigrar porque os empregos estão reservados para os filhos da puta da política, das autarquias e da justiça. Também há juízes e uma mão cheia de autarcas honestos. Mas sentem-se impotentes, cercados pela corrupção e incompetência dos seus pares.
Quando há eleições, nem as moscas mudam. Os que entram escondem toda a desgraça que lhes foi legada pelo partido que sai. Porque depois retribuirão de igual forma. Os do costume, depois de darem o lugar a outros,que já lá estiveram, voltam no parlamento, auxiliados pelos maiores bandidos de todos, os escritórios de advogados, preparando o próximo golpe, quando voltarem a ganhar as eleições.
37 anos de desgraça afundaram o país. Obras desnecessárias ( PPP), parcerias público-privadas, a ser pagas nas próximas décadas e tantos outros escândalos, levaram um país à ruína. Eles, os dos partidos do costume, já receberam as luvas, que colocaram em paraísos fiscais. TÊM TUDO NA MÃO ESTES FILHOS DA PUTA.É INACREDITÁVEL COMO JÁ VAMOS NA 3ª geração de corruptos incompetentes. Ocuparam o poder nos anos 70, colocaram os filhos e já lá estão os netos. Como nas monarquias, em que o poder passa de pais para filhos. aqui é a corrupção e a incompetência.Fala-se num governo de salvação nacional composto pelos partidos que conduziram o país à desgraça. É como chamar o carrasco para salvar a pessoa a quem acabou de cortar a cabeça
Falei com professores que não foram colocados e que estavam a desempenhar outras funções provisórias e que estavam à beira de serem despedidos, e que me disseram que os piores alunos não eram as crianças ciganas mas sim os filhos da gente influente ( os filhos dos filhos da Puta) que os ameaçavam, quando davam aulas, que se não lhes dessem boas notas corriam o risco de ser despedidos. São estes os filhos dos filhos da Puta, que terão os bons empregos reservados para si. Nem precisam estudar. 
ARRE!!!!! QUANDO ACORDARÁ O POVO?
SABES POVO, QUE MUITOS DOS TEUS SE SUICIDAM E SUICIDARAM PORQUE NÃO CONSEGUEM AGUENTAR A HUMILHAÇÃO INFLIGIDA PELOS NAZIS DOS NOSSOS DIAS? E QUE MUITOS JOVENS EMIGRAM OU SE REFUGIAM NO ÁLCOOL E NAS DROGAS? É GOOOLO!!!!
É O FUTEBOL QUE TE INTERESSA

Como faço poesia para os peixes do Tejo, estou a ficar cansado. Um dia destes, que pode ser muito em breve, faço naufragar este blog e o que tenho em construção, nas aguas turvas do Tejo. 

*Tudo isto se passa em Cassiopeia. Semelhanças? Coincidências.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

POESIA DO DESESPERO - A BARCA DA ALMA



Na barca dos surdos lamentos
Delira minha alma, embarcada
Habita seus últimos momentos
Nas margens da vida, encalhada.

Entrincheirada na mudez
Não pensa nem liga a nada
Nem lhe importa a nudez
De ilusões despida, gelada.

No fim do meu rio, esgotada
Nas ondas se vai afogando.
Vai aguardando pelo nada
Que o nada já vem chegando.

Traz no porão reveses
Mágoas e sonhos perdidos.
Ainda soltou, por vezes
Não escutados gemidos.

E teimando, carregada
Recusa desencalhar.
Porque da carga alijada
Voltaria a navegar.

Mas tendo o casco decrépito
De pancadas das circunstâncias
Abdica, sem grande estrépito
Vacila sem haver constâncias.

E aguarda, limita-se a estar
Obedece, imóvel, indolente
Às vagas que vêem fustigar
A sua armação decadente.

E assim de maltratada
De mil impactos padecer
Será, um dia, esventrada
Em mil pedaços se desfazer.

E todas as suas mágoas
E penas de amor ausente
Se espalharão pelas águas
Vaguearão eternamente.

Mas talvez que em Nações
Por Mares e Oceanos cercadas
Se possam escutar orações
Se acaso forem encontradas.

E nos mares cheios de penas
Que boiando e se achadas
Que se alinhem, às centenas
Cânticos às almas danadas.

Odes aos tormentos sofridos
Pela minha alma espancada
Que suspenderá seus gemidos
E navegará, por fim, libertada.






**TODAS AS POESIAS QUE CONSTAM DESTE BLOG SÃO DE MINHA AUTORIA. SÃO UMA HOMENAGEM À MINHA IRMÃ, UM ANO MAIS NOVA QUE EU E QUE MORREU QUANDO TINHA SEIS ANOS DE IDADE. EU TINHA SETE. DESDE SEMPRE, ELA FOI O MEU ANJO DA GUARDA. É ELA QUE ME INSPIRA.
*Das cerca de 15.000 fotografias das minhas viagens na Europa, apenas umas 3 ou 4 não são de minha autoria. Disponho de outras tantas para publicar. Resolvi mudar de atitude e farei um blog só sobre arte sacra e vitrais. Voltarei, dentro de dias, a publicar imagens da continuação desta viagem. Ainda me restará, por publicar, a viagem 2008. O ano de 2011 foi, para mim, muito amargo. Talvez conte, um destes dias, numa mensagem que penso designar por "O TESTAMENTO ADIADO". Infelizmente os médicos e muita outra gente, que vive nos dias de hoje, pensa tudo saber. Mas não sabem. Deveriam ser mais humildes e pensar que as as pessoas que vão viver daqui a 100anos, a 1.000 anos, a 10.000 anos também terão o direito de continuar a descobrir coisas novas. Os que viverem nesses tempos vão achar que os sábios do nosso tempo eram ignorantes mas muito pouco humildes. Como nós pensamos dos sábios da Idade da Pedra.
Também tentaram destruir o meu trabalho enviado-me 8 vírus. Deixem-se disso. Se algumas opiniões emito, só repito tudo aquilo que o povo de Portugal pensa. Com excepção de algumas centenas de milhares que beneficiaram com o estado a que este País chegou. Também não frequento nenhuma rede social como Facebook e outros . Tudo o que faço lanço ao vento. Como fiz com o meu poema " AMOR AO VENTO"
***Estou também a preparar um blog inteiramente dedicado a Lisboa, seguindo-se um outro, ou dentro do mesmo, uma parte dedicada a todo o Portugal.  No blog dedicado a Lisboa e arredores,
inovador e muito completo, penso incluir cerca de 50.000 fotografias. Com a minha experiência de 35 anos de viagens na Europa, terei várias sugestões a fazer às pessoas que poderiam fazer algo mais por esta cidade.  FOI MAIS FÁCIL FOTOGRAFAR CIDADES DA ALEMANHA, ÁUSTRIA OU ITÁLIA, DO QUE ALGUNS LOCAIS QUE TERIAM UM ENORME INTERESSE TURÍSTICO, EM LISBOA. No museu da cidade, em Lisboa, a imbecilidade atingiu os limites do aceitável. Um porteiro obeso, provavelmente colocado naquelas funções como resultado de alguma cunha, pensou que eu queria entrar sem pagar (2,5 Euros ). Um belo exemplar igual a tantos outros que conspurcam os serviços pagos com os impostos de todos.  Durante 2 anos percorri, a pé, todas as ruas, bairros e avenidas de Lisboa.
Muitas das maravilhas artísticas de Lisboa, não estão acessíveis ao público. Espero tentar mudar isto. Há outros locais muito interessantes e praticamente desconhecidos. Ainda me resta muito trabalho mas penso que, até Abril, tenha grande parte já publicado. Entretanto, já publiquei muitas fotos que constarão da parte final do blog, sobre azulejos, fachadas e brasões. 
**`** COM ESTES BLOGS APENAS QUERO PARTILHAR AS MINHAS FOTOS E TENTAR PROMOVER A MINHA CIDADE, JÁ QUE TENHO SIDO VISTO EM TODOS OS PAÍSES DO MUNDO. NADA GANHO COM ISTO. AINDA TENHO QUE PAGAR À GOOGLE O ESPAÇO OCUPADO, PARA ALÉM DE 1 GB. PARA QUE CONSTE, FRISO QUE NADA RECEBO E AINDA PAGO. MAS É UM DESAFIO. E DEPOIS, HÁ A MINHA POESIA.

NO BLOG SOBRE LISBOA, AINDA NO INICIO, JÁ PUBLIQUEI AS PÁGINAS QUE CONSTARÃO NA PARTE FINAL. PODE ACEDER-SE EM:

www.milfotosdelisboa.blogspot.com

sábado, 7 de janeiro de 2012

POESIA DO DESESPERO - CARAVELA PERDIDA ( SERVOS PARTINDO , ESCRAVOS CHEGANDO )



Houve um tempo, o da caravela
Que se via, no Tejo, a entrar
Trazia ouro, prata, canela
Vinha das terras de além-mar.



Nas velas, ao vento, ondulando
A cruz de Cristo, encarnada
Partia com servos, chorando
Escravos gemendo, à chegada.



Zarpava carregada de gentes
Que à Pátria não iriam voltar
Lá iam, resignados, tementes
Dos perigos que havia no mar.



Ficar, era definhar e morrer
E ouviram o apelo do mar
Sabedores do ancestral sofrer
Fartos da servidão a imperar.

E, desde há séculos, partidos
Tantos hão que não voltaram
Por sua Pátria esquecidos
Os seus rastos se apagaram.

Da Amazónia a Timor
Em batalhas se consumiram
E Portugal?  Saudades, dor
Nunca mais seus olhos viram.



 E hoje, que séculos são idos
A miséria volta a espreitar
E, como seus avós, exauridos
Gente, oprimida, a escapar.



Ai minha gente, avassalada
Alguma vez acordarás?
Porque caminhas, curvada?
Quando será que sacudirás?



O colossal polvo, insaciável
Que te atraiçoa e te explora
Inventa já, um condestável
Que ele tarda, tarda a hora.



Nem tens pena de teus filhos
Que, um futuro, merecem
Liberta-te, decepa os atilhos
As armadilhas que te tecem.



Porque és manso, adormecido?
E apartado, sem pensamento?
Porque ignorante, embrutecido
Folha caída, arrastada ao vento.



Mas já não há velas, nem caravelas
Com cruzes de Cristo, encarnadas
Cor da desesperança, a das vielas
Cheias de vidas, cheias de nadas.




 Gritas e ergues bandeiras pela vitória do teu clube de futebol. Como pela tua derrota, quando vence o partido em quem votas e que te vai roubar. Como vibras com as imbecilidades com que te manipulam na tv. Pagarão também os teus descendentes. ´És pior que carne para canhão. E ainda troçam da tua preguiça mental.

ARRE!!!!!


                          

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

POESIA DA ALMA - À MINHA MENINA *



Quando eras pequenina
Tão frágil, minha menina
Em meus braços encontravas
Um seguro berço e dormitavas.
E eu te olhava e me comovia.
E como meu coração se enchia
De amor, ternura, tanta magia.
À mais formosa princesinha
Dei todo o amor que tinha.
Tua vida, dá vida à minha.



Que pena teres tido de abandonar o teu País, após teres tido obtido, de forma brilhante, a licenciatura que tanto ambicionavas. Até o próprio Estado te concedeu um prémio por teres sido a melhor aluna, num dos cursos leccionados numa das suas Faculdades. Mas como depressa percebeste, todos os lugares estão sempre reservados para os filhos dos bandos de impunes ladrões a que chamam partidos políticos e que têm saqueado o teu País. E aos filhos de toda a outra escumalha que gravita à sua volta, como sejam os seus lacaios da fétida Justiça, das corruptas autarquias ou qualquer outro tipo de gente que sabendo-se impune e que pelo simples facto de exercer um cargo qualquer, lhes basta fazer um telefonema para colocar um filho, preguiçoso, bêbado ou viciado em drogas. O mérito nada conta. Foste a melhor aluna. Mas isso não importou.
Que pena nem teres saudades do teu País, nem do seu clima. Que pena chamares Tugas aos que por cá ficaram. 
Todos os termos que aqui emprego são os que escuto, usados por portugueses de todos os extractos sociais, nos cafés, restaurantes, transportes públicos, conversas de ocasião, etc. Eles próprios, os da política, da justiça e das autarquias sabem que é assim que são tratados. Mas não se importam. Porque só pensam no momento e nem imaginam como fazem mal aos seus filhos(incapazes e indefesos, quando os seus pais corruptos morrerem) e aos filhos dos outros.
Que bom teres ido embora. Evitaste a humilhação e conquistas o teu futuro com esforço e dignidade. Todos os outros, os filhos dos tais bandos e seus servidores que nunca conquistaram nada com trabalho e honradez, acabam por ter uma vida vazia, sem objectivos, e sem nunca terem percebido o que vieram fazer a este planeta. E eu sinto-me honrado por nunca ter ousado fazer um pedido a quem quer que fosse. Nunca faria o jogo de todos aqueles desgraçados, pobres mortais que nunca perceberam que o poder é efémero. Nunca entenderam que eles próprios,  os seus filhos, enteados, filhos das amantes, etc, que eles colocam, nada acrescentam à espécie humana. Apenas ajudaram a afundar a sua Pátria. Vivem na maldade e para a maldade. Subornavam o próprio Deus se descobrissem a sua morada. Acreditam noutro Deus e sabem onde habita.  O Deus da desonra e da malvadez. Por isso têm as mãos sujas e as mentes conspurcadas. Mas a sua vaidade e arrogância cega-os a tal ponto de os levar a pensar que são imortais.

Uma das bestas que se julgava imortal. Todos
passaremos por isto. A esta não conseguem eles
manipular, subornar ou julgar

 Pena que tanta gente ainda se incline e bajule um qualquer crápula que conquista notoriedade à custa da vigarice.
MAS CADA POVO TEM O QUE MERECE.
OBRIGADO POR TERES IDO EMBORA

*Reposição, com retoques