domingo, 28 de março de 2010

POESIA DO DESESPERO - LAMENTOS DE SOLIDÃO





É Outono, a desfolhada
Folhas soltas cobrem o chão
São cartas para a minha amada
Lamentos de solidão
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Que arrastadas pelos ventos
Em todas as direcções
Espalham os meus lamentos
Que parecem orações
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São cartas inacabadas
Palavras que estão desfeitas
Por lágrimas derramadas
Em prosas que são perfeitas
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São apelos, sem endereço
Que em tempos o perdi
Ainda assim, os ofereço
Como já me arrependi
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No Outono, dias cinzentos
As nuvens a ameaçar
Descarregam meus lamentos
Em bátegas de magoar
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sábado, 27 de março de 2010

POEMAS PARA NINGUÉM - BELEZAS DE OUTONO





Observo no rosto teu
Sinais do tempo gravados
Foi a vida que correu
Deixou sulcos vincados

Mas tambem vejo no meu
Regos que velhos arados
Que o tempo amadureceu
E escavou, desordenados

Longínquo o apogeu
Mas os alicerces criados
Permitem que tu e eu
Não estejamos separados

A vida nos ofereceu
Momentos bem delicados
Tão escuros como breu
Mas todos ultrapassados

E com eles se teceu
Um berço de nós atados
E a manta que nos protegeu
Em dias tristes , gelados

E então ela apareceu
O sonho dos sonhos sonhados
Nossas vidas preencheu
Com dias iluminados

À prenda que Deus me deu
Dei atenção e cuidados
Tudo , tudo , ela mereceu
Seus sonhos realizados

Agora que o tempo é seu
Tem dias afadigados
Tantos obstáculos venceu
Tem objectivos traçados

Seu encanto me prendeu
Que por mares separados
O amor não adormeçeu
Vive-se só, aos bocados

RESUMO DA VIAGEM D-ALEMANHA E FRANÇA


RESUMO
ATENÇÃO: Estas fotos voltam a estar publicadas, um pouco mais à frente e com a indicação das localidades a que correspondem. Consultar  " VIAGEM D Nº1 , Nº2 ,Nº3 , ETC"
CONFOLENS-FRANÇA
CONFOLENS-FRANÇA. Na Idade Média havia neste local uma portagem. Formavam-se longas filas de carroças e carruagens


sexta-feira, 26 de março de 2010

VIVE A PAIXÃO






No meu tesouro escondido
Também bate um coração
Parece tudo perdido
Quase perco a razão
E tudo porque um atrevido
Roubou-mo , deitou-lhe a mão
Será que estou vencido ?
Valerei mais que o ladrão ?
É que me sinto tão ferido
Pisado , jazo no chão
De rastos e dolorido
Lutarei , será em vão ?
É que mesmo tendo caído
Ainda vive a paixão

PRIMAVERA PERDIDA






Décadas de aventuras
Momentos de felicidade
Doces tempos de ternura
Virá o tempo da saudade


Que é uma verdade temida
E só de pensar, faz tremer
Vivamos, então, a vida
O que vier, se há-de ver


Na juventude planeámos
Quando sonhos juntámos
Amarras que nos seguraram
Âncoras que nos estribaram


Era tempo de Primavera
E os planos que esboçámos
Que o tempo se detivera
Tantos há que não realizámos

Melhor não fosse quimera
Mas no Outono entrámos
Não haverá mais Primavera
Ainda bem que desfrutámos

FONTE DA VIDA





És a seiva da vida
Minha fonte de água pura
Torrente de ternura
A estrela do céu caída
Universo de doçura
És minha musa querida